Exposição de Longa Duração

Açúcar: Uma civilização

A cana-de-açúcar é uma gramínea da Nova Guiné que circulou pelo Oriente, e foi domesticada e interpretada em produtos como o melado, a rapadura e o açúcar.

A ampliação do comércio entre o Ocidente e o Oriente faz com que o açúcar, inicialmente uma especiaria que conquista os sistemas alimentares do Mediterrâneo, marque as cozinhas de povos da Europa, do Oriente Médio e do Norte da África.  Assim, o açúcar integra-se nas rotas das Grandes Navegações de Portugal, numa saga pela busca de novos produtos e descobertas, o que resultou numa verdadeira globalização a partir do século XV.

 

 

A civilização Magrebe, Norte da África, conformadora dos povos da península Ibérica, Portugal e Espanha, orienta a experimentar e a fazer açúcar. São tecnologias de plantio e de moagem da cana-de-açúcar que seguem para o Algarve e para a Ilha da Madeira, Portugal. E consolida nesta Ilha as maneiras clássicas que deram origem aos nossos engenhos e, em especial, no Nordeste do Brasil.

A colônia portuguesa, o Brasil, ganha o mercado como a maior produtora de açúcar. Isto impõe novas relações econômicas, políticas e comercias, no Ocidente. Isto muda também os hábitos alimentares, e faz ampliar as receitas e as criações doces. Destaque para a rica e diversa doçaria conventual de Portugal com doces autorais.

A partir da globalização portuguesa, muitos e novos ingredientes, e opções de receitas doces, cresceram e mostraram novos estilos e tendências de se fazer e de se comer açúcar. Sem dúvida, o açúcar da cana-de-açúcar provoca uma revolução social e cultural diante das comidas, de seus usos e significados no mundo.

E o gosto doce até hoje atesta novas tendências na gastronomia, e marca diferentes maneiras de comer, de representar cultura, de manifestar identidade e patrimônio alimentar.

 


 

EXPOSIÇÃO AÇÚCAR: UMA CIVILIZAÇÃO

 

 

 

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