Um espaço para exposições virtuais sobre o açúcar e o doce no Brasil

O “doce” Museu da Gastronomia Baiana

A cana-de-açúcar é uma gramínea da Nova Guiné que circulou pelo Oriente, e foi domesticada e interpretada em produtos como o melado, a rapadura e o açúcar.

A colônia portuguesa, o Brasil, ganha o mercado como a maior produtor de açúcar. Isto impõe novas relações econômicas, políticas e comercias, no Ocidente. Isto também muda os hábitos alimentares, e faz ampliar as receitas e as criações doces.

O doce tem que comover o sentimento, manifestar uma estética própria; e assim ser reconhecido, ou mesmo apresentado, para, então, depois de comer com os olhos, comer o doce por inteiro, numa verdadeira celebração dos ingredientes. E ainda ter a percepção se o doce é muito ou pouco doce.

Sem dúvida, o entendimento do que é doce é um sentimento acumulado na civilização, na história, e nos muitos processos que interpretam essa sensação que é do gosto, e que também, antes de tudo, é um conceito da cultura.

O brasileiro gosta de doce, e se identifica com ele. O sentido de doce está nas memórias, na sensação dos paladares, nas referências de afeto, e no reconhecimento da casa e da família.

Assim, o Museu da Gastronomia Baiana, do Senac Bahia, criado em 15/08/2006, museu pioneiro no Brasil e na América Latina, dedica parte do seu amplíssimo cardápio do Restaurante Escola Museu a doçaria baiana. Porque este museu é um museu de profunda interação entre o público e os seus acervos. São 7 espaços abertos ao público, inclusive a primeira Galeria de Art Food no Brasil.

Comer os doces no Museu, não é apenas uma refeição, é um amplo e complexo processo de conexões entre os sabores e a Bahia. Cocadas, quindim, manjar de coco, ambrosia, doces de banana e de caju, fazem as experiências que se ampliam nas histórias de cada visitante, que verdadeiramente come o Museu.

RAUL LODY

 

 

Galeria fotos de Jorge Sabino